
Hoje, na idade contemporânea, vivemos a explosão do novo. Tudo que é novo é supostamente bom. É aceito como melhor. Isso funciona em relação aos bens de consumo em geral e infelizmente também em relação às pessoas. A palavra “novo” antecipa, quase sempre, qualquer anúncio de produto recém- produzido. Porém, nessa busca pela novidade, a sociedade se esquece de valores importantes, já há muito calcados em nossas vidas e que enriqueceram as gerações anteriores. Valoriza a cabeça – inteligência e se esquece do coração – sabedoria. Valoriza a velocidade e se esquece da experiência. Valoriza o belo em detrimento do eficiente, o glamoroso em detrimento do humilde, o eloqüente e esperto em detrimento do sábio. É uma grande pena ver essa moçada de hoje, plena de informações, no domínio de tecnologias nunca dantes vistas e absolutamente vazia de sabedoria. Não conseguindo, com todo esse arcabouço de informações, conduzir suas vidas de maneira saudável e producente. O homem na sua trajetória histórica inteligentemente criou ambientes confortáveis, facilidades e técnicas deveras eficientes para o bem estar, marchando firme rumo ao desenvolvimento, construindo o que se chamou progresso. Mas se esqueceu de caminhar rumo ao seu interior. De explorar o âmago de sua personalidade, de se conhecer e conhecer o outro. É bem verdade que o domínio da sabedoria não é uniforme no mundo. Existem culturas, exemplo, as orientais que se exercitam constantemente no aperfeiçoamento da sabedoria. Mas é uma caminhada árdua e infinita. Ninguém sabe tudo, alias já disse o grande mestre grego, Sócrates: “só sei que nada sei”.
Sabedoria humana seria a capacidade que ajuda o homem a identificar seus erros e os da sociedade e corrigi-los. “Feliz é o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire entendimento; pois melhor é o lucro que ela dá do que o lucro da prata, e a sua renda do que o ouro”. (Prov. 3:13-14)
A inteligência pode ser definida como a capacidade mental de raciocinar, planejar, resolver problemas, abstrair idéias, compreender idéias e linguagens e aprender.
O inteligente faz uso do conhecimento, o sábio o constrói. O inteligente aprende com os erros, às vezes dolorosos, o sábio os prevê e os evita. O inteligente acumula informações, o sábio imagina soluções. O inteligente necessita das letras para exercitar sua capacidade, o sábio pode ser analfabeto.
É muito útil ser inteligente mas é santificante ser sábio.
Artigo de José Moreira Filho
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